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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Trabalhos sobre Esclerose múltipla apresentados na UM

No próximo dia 10 de Janeiro, na Escola de Ciências de Saúde, vão ser discutidos 3 trabalhos de mestrado de alunos finalistas de Medicina, realizados no âmbito da consulta de neuroimunologia do hospital de Braga e que versam a Esclerose Múltipla.

O primeiro, apresentado às 9h00 na sala A0.02, é um estudo observacional sobre ansiedade, personalidade e depressão em doentes com esclerose múltipla, da autoria da aluna Nádia Sepúlveda, sob orientação do Dr Pedro Morgado, do serviço de psiquiatria do hospital de Braga.

De tarde, às 14h20 na sala A2.01, são apresentados os trabalhos das alunas Sofia Xavier e Ana Maria Menezes, sob a orientação do Prof. João Cerqueira, que se focam sobre a proteína lipocalina-2 e o curso clínico da doença.

 A lipocalina-2 é uma proteína produzida por células do sistema imunitário e do cérebro em resposta a agressões e parece ter um papel na esclerose múltipla (mais notícias sobre investigação com a lipocalina-2 na UM no post seguinte). Estes dois trabalhos pretendiam perceber melhor esse papel, relacionando os níveis de lipocalina-2 presentes no sangue e no líquido cefalo-raquidiano (LCR, colhido por punção lombar) com a gravidade da doença e mostraram que, enquanto os níveis no sangue não tinham relação com o tipo de doença ou com a sua gravidade - medida em rapidez de progressão dos défices neurológicos -, níveis mais altos de lipocalina-2 no LCR prediziam uma progressão mais rápida dos défices neurológicos - ou seja, a lipocalina-2 parece ser, no LCR, um marcador de doença mais agressiva. O próximo passo desta investigação é saber se, alterando os níveis de lipocalina-2 podemos alterar esta progressão da esclerose múltipla, mas primeiro vai ser preciso fazer muitas experiências em animais.  

Este trabalho foi realizado com material do biobanco CPMS, mantido na Escola de Ciências da Saúde da UM, onde estão guardadas amostras de todos os doentes que, gentilmente, cedem sangue e LCR para este e outros estudos, aquando da realização da sua punção lombar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Punção lombar

O que é a punção lombar?

A punção lombar é um procedimento médico destinado a recolher líquido cefalorraquidiano para análise.
O líquido cefalorraquidiano (habitualmente chamado apenas LCR ou liquor) é um líquido que se encontra dentro do crânio e da coluna e no qual tanto o cérebro  como a medula espinhal estão mergulhados. O LCR tem como funções proteger o cérebro de agressões mecânicas, químicas e infecciosas, levar nutrientes e hormonas e eliminar produtos tóxicos.

Em que situações é preciso fazer uma punção lombar?

O estudo do LCR retirado durante uma punção lombar pode dar muita informação sobre as doenças que afectam o cérebro e a medula espinhal.
Nalgumas doenças, o estudo do LCR é a análise mais importante para ter a certeza do diagnóstico:
-meningites (infecções das meninges, muitas vezes por bactérias)
-encefalites (infecções do cérebro, geralmente por vírus)
-vasculites (inflamações dos vasos sanguíneos do cérebro)
-hemorragia subaracnoideia (quando um vaso sanguíneo rompe para dentro do local onde circula o LCR)


Noutras, os resultados das análises do LCR têm de se juntar a outros exames para fazer o diagnóstico:
-síndrome de Guillain-Barré (inflamação dos nervos que fazem mexer os braços e as pernas)
-esclerose múltipla
-sarcoidose


Noutras as análises do LCR podem ajudar a descobrir o diagnóstico. É o que acontece em alguns casos de suspeita de doença de Alzheimer, por exemplo.


Como se faz uma punção lombar?

Para fazer a punção lombar, o doente é deitado de lado e colocado enrolado sobre si mesmo (como o bebé dentro da barriga - posição fetal). Esta posição permite alargar os espaços entre as vértebras da coluna e facilitar o procedimento.

Em seguida a pele do fundo das costas é desinfectada e é colocada uma pequena quantidade de anestésico local para adormecer a pele e os músculos. Por vezes pode ser utilizada também uma pequena anestesia nas veias, para adormecer o paciente.
Depois o médico introduz uma pequena agulha que vai passar pelo espaço entre duas vértebras até chegar ao reservatório onde se acumula o LCR. Este reservatório situa-se no fundo da medula, pelo que não há o perigo de esta ser atingida.
Uma vez introduzida a agulha, é preciso deixar que o líquido saia naturalmente, gota a gota, para recipientes próprios, o que pode demorar alguns minutos. Durante esta fase, completamente indolor, é importante que o paciente permaneça calmo e sem se movimentar.
Após a recolha, o médico pedirá ao doente para respirar fundo, sendo então retirada cuidadosamente a agulha. Finalmente, é colocado um penso no local e o doente pode regressar ao domicílio.

Quais os riscos da punção lombar?


A punção lombar é um procedimento muito seguro, executado por médicos treinados e conhecedores. Contudo, como todas as intervenções médicas, têm alguns riscos, que deve conhecer.

A complicação mais frequente é dor de cabeça, que aparece nas primeiras horas após a punção e melhora bastante quando o doente se deita. Se tiver dor de cabeça, tente permanecer deitado. Beba muitos líquidos, especialmente com cafeína (chá, café, bebidas de cola). Tome medicação para as dores. Se a dor de cabeça durar 2 ou mais dias, ficar pior ou se acompanhar de vómitos ou febre, contacte o seu médico.

Complicações muito mais raras são:
- a formação de um pequeno hematoma no local da picada, que é reabsorvido com o tempo, mas pode dar dor no local durante uns dias. Se a dor persistir contacte o seu médico.
- o adormecimento transitório de uma perna durante alguns dias. Se sentir fraqueza ou o formigueiro persistir contacte o seu médico.
- uma infecção das meninges (meningite). Contacte o seu médico em caso de febre ou dor de cabeça que não melhora quando se deita.




Vou fazer uma punção lombar, como me devo preparar?

A preparação de uma punção lombar não exige cuidados especiais. Contudo, devem ser evitadas refeições abundantes 1h antes do procedimento e é aconselhável vestir roupa confortável que permita expôr facilmente a pele do fundo das costas.
Doentes que estão a fazer medicamentos anticoagulantes (que exigem controlo periódico do sangue) devem avisar o médico e necessitarão provavelmente de os suspender uns dias antes.
Avise também o seu médico se souver que tem qualquer problema da coagulação, se sangrar ou fizer nódoas negras com facilidade ou se tiver plaquetas baixas.
Por uma questão de comodidade, deve também esvaziar a bexiga antes de fazer a punção lombar.
Finalmente, e porque após a recolha pode sentir-se um pouco tonto, nunca deve ir sozinho fazer a punção lombar. Leve sempre alguém que o possa acompanhar no regresso a casa.

O que devo fazer depois da punção lombar?

Depois da punção lombar pode regressar a casa, com a sua companhia. Ao chegar a casa deve permanecer deitado ou em repouso, conforme instruído pelo seu médico.
Beba muita água, chá e outros líquidos.
Se gostar, tome café ou bebidas com cafeína (colas, iced tea, etc).
Se sentir dor de cabeça, tente permanecer deitado e tome medicação para as dores, conforme combinado pelo seu médico.
No dia seguinte pode retomar a sua actividade. Se ainda sentir dor de cabeça ligeira, tome alguma medicação. Se for necessário, tente permanecer deitado.

Quanto tempo demora o resultado?

Dependendo dos exames pedidos, o resultado de uma punção lombar pode demorar entre algumas horas (em situação de urgência) e várias semanas (na maioria das doenças do ambulatório).

terça-feira, 31 de maio de 2011

Novos contactos da consulta de Neuroimunologia do hospital de Braga

O médico responsável pela consulta de Neuroimunologia do Hospital de Braga é o Dr João Cerqueira.
Para o contactar ou para qualquer assunto relacionado com a consulta utilize:

-Telefone: 253027171 (secretariado da consulta)

-Email: neuroimunologia@gmail.com

Para contactar o Sr. enfermeiro José Ribeiro, responsável pelo Hospital de Dia utilize:

-Telefone: 253027142 (secretariado do Hospital de dia médico)

sábado, 28 de maio de 2011

Consulta de Neuroimunologia de Braga já está no novo hospital

A consulta de neuroimunologia do hospital de Braga já está no novo hospital, situado junto ao bairro da alegria.
A secretaria e as consultas situam-se no piso 3 do edifício do ambulatório (rampa da direita ao chegar ao hospital).
O hospital de dia pode ser encontrado no piso de entrada (piso 1) do mesmo edifício.
Para mais informações sobre o novo hospital de Braga, consulte o site do hospital em : http://www.hospitaldebraga.com.pt/

domingo, 16 de agosto de 2009

Consulta de Neuroimunologia

Para começar, aqui ficam algumas informações úteis sobre a consulta de Neuroimunologia do Hospital de S. Marcos:


1. Quando? Todas as Sextas-feiras à tarde.

2. Onde? Na Central de Consultas 2 do Hospital de S. Marcos. A entrada é pelo Largo Carlos Amarante, junto à Farmácia e Igreja da Misericórdia.

3. Como posso marcar consulta? Peça ao seu médico assistente para fazer um pedido de consulta de Neurologia e enviar ao hospital. A maioria dos médicos de família já está ligado ao programa "Consulta na hora" e pode fazê-lo instantaneamente, através do computador. Os pedidos são semanalmente triados para as diferentes consultas do serviço, de acordo com critérios clínicos. Se assim fôr considerado apropriado, será então marcada uma consulta de neuroimunologia e enviada para casa a convocatória com a marcação.

4. Quanto tempo demora até ter consulta? Actualmente o período de espera para uma primeira consulta é inferior a 2 meses, mas poderá vir a aumentar ligeiramente.

5. Como posso contactar a equipa da consulta? Preferencialmente através do email: neuroimunologia@gmail.com Se preferir, através do telefone 253209163 (S. Neurologia) às Sextas-feiras de manhã.

6. Quem é o responsável pela consulta? O Dr. João Cerqueira, médico neurologista